Mercado de comunicações unificadas e colaboração móveis somará US$ 17,38 bi em 2019

Segundo a MarketsandMarkets, o mercado de UC&C vai crescer 27,5% em quatro anos

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Com a vasta proliferação de usuários de dispositivos móveis, a necessidade de uma comunicação eficiente torna-se essencial. Em paralelo, a necessidade de equipar a força de trabalho com recursos de mobilidade, seguido pela necessidade de ser onipresente e estar ligados uns com os outros para assegurar a continuidade dos negócios, tem aumentado a procura por soluções de comunicações avançadas e técnicas de colaboração.

Esta constatação é parte do relatório ‘Mobile Unified Communications and Collaboration Market’, da consultoria MarketsandMarkets, segundo a qual o mercado de Comunicações Unificadas e Colaboração Móveis chegará a uma receita de US$ US$ 17,38 bi em 2019. Motivo: o alto grau de conveniência fornecidos por organizações para aumentar a produtividade dos funcionários e permitir o aumento de produtividade dos negócios tem estimulado corporações e pequenas e médias Empresas (PMEs) a considerar a compra de soluções UC&C móveis.

Para a MarketsandMarkets, os avanços das técnicas de comunicação, ano a ano, enriquecem a experiência dos usuários. “Com melhorias evidentes nos resultados comerciais obtidos a partir de soluções de UC&C móveis, empresas e pequenas e médias empresas têm se interessado em continuar e melhorar a sua rentabilidade utilizando serviços de UC&C móveis”, destaca o relatório.

O conceito prevê a entrega de ferramentas integradas a profissionais, para a comunicação intra-escritório e inter-escritório, independentemente da localização.

As soluções de UC&C móveis fornecem um conjunto diversificado de soluções de comunicação e colaboração, que incluem voz, áudio, web e videoconferência; e mensagens instantâneas, chats de vídeo, mensagens de voz, e-mail, entre outras facilidades. Especialmente os assinantes dos serviços de voz sobre IP (VoIP) e usuários de PABX IP se beneficiam destas soluções.

Os principais fornecedores do mercado global UC&C móvel são Alcatel-Lucent, Microsoft, Cisco, Genband e IBM. As principais forças motrizes deste mercado são a tendência crescente de BYOD (Bring Your Own Device – Traga seu Próprio Dispositivo) e  a virtualização da força de trabalho nas organizações, a demanda por fluxos de trabalho otimizados, menor custo total de propriedade na implementação dessas soluções, e a crescente demanda para alcançar vantagem competitiva entre as empresas.

Segundo a MarketsandMarkets, o mercado de UC&C vai crescer de US$ 5,15 bilhões em 2014 para 17,38 bilhões dólares em 2019, uma expansão composta de 27,5%.

Fonte: futurecom.

Brasileiro não tem medo de usar o celular para fazer compras online – Convergência Digital

Preço menor, apesar do medo de ser furtado, é o que leva o consumidor a comprar pela internet, esteja ele no Brasil, México, Argentina, Colômbia ou Chile. É o que indica uma pesquisa com 6 mil internautas nas cinco maiores economias latino-americanas, feita pelo site de comércio eletrônico Groupon, apesar de pequenas diferenças nos hábitos de consumo.

A mais notável é o maior uso de telefones celulares para compras online no Brasil (21%) e no México (20%), prática menos comum na Colômbia (17%), Chile (13%) e especialmente na Argentina (8%). Também é peculiar que a compra de alimentos e passeios sejam as mais comuns em geral, mas no Brasil elas estão ao lado de produtos eletrônicos, bem menos procurados nos demais.

Como regra geral, porém, todos listaram preço como item mais importante para a compra online, seguido por descontos e só então qualidade. E enquanto preços mais baixos (60%) e facilidade (66%) são as principais qualidades da internet para os entrevistados (77% e 63% no Brasil), segurança está no fim da fila das prioridades (23%).

A pesquisa também diz que 79% (72% no Brasil) das pessoas entrevistadas compram mais hoje do que há cinco anos, apesar de 68% temerem o uso do cartão de crédito ou débito por terceiros e 55% (61% no Brasil) que os dados bancários sejam roubados.

Fonte:Luís Osvaldo Grossmann / futurecom.

Brasil está acima da média nas compras online via smartphones, mostra pesquisa

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Com cada vez mais utilidades e aplicativos, os celulares do tipo smartphone têm sido sido uma alternativa também para fazer compras online. É o que mostra uma pesquisa divulgada pelo site de comércio eletrônico Groupon.  De acordo com o levantamento, que ouviu 6 mil pessoas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México, a média de compras online por dispositivos móveis nesses cinco países em conjunto é de 15,6%.

Individualmente, o Brasil está acima da média e tem a maior proporção de compras por celular entre os países avaliados. O índice de compras feitas por smartphone entre os entrevistados brasileiros é 20,6%. No México, que ocupa o segundo lugar, a frequência das compras online pelo celular fica em 19,7%. Na Colômbia, é 17,2% e no Chile, 12,8%. A Argentina registrou o menor índice: 8%.

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Mesmo se tornando populares, as compras por smartphone ainda perdem para as transações via computador pessoal. A média das compras por computador nos cinco países pesquisados é 78,7%. No Brasil, os usuários preferem o computador em 73,8% das ocasiões. O país fica atrás da Argentina, com 88,5% e do Chile, com 82,7%. Mas à frente de Colômbia, com 77,2% e México, com 71,4%.

O especialista em segurança da informação João Gondim, professor do Departamento de Computação da Universidade de Brasília, considera natural que o celular tenha se tornado uma opção para as compras. No entanto, ele alerta para o fato de que a plataforma é menos segura que o computador. “Você tem uma profusão de aplicativos e grande parte não tem mecanismos de segurança. Não tenho notícia de fraude em compras de celular, mas de forma geral é uma exposição maior”, avalia. Para ele, a segurança menor tem relação com a difusão recente dos smartphones.

“O computador acaba sendo um pouco mais seguro na medida em que tem uma série de práticas consolidadas. A maioria das pessoas vê um smartphone como um telefone”, comenta. Para ele, se o uso do celular para transações online de fato se consolidar, os aparelhos podem se tornar mais seguros. “É uma questão de maturidade dos aplicativos e como são incluídos nos aparelhos”, diz, ressaltando que o usuário também deve tomar cuidados. “Conheço pouquíssimas pessoas que têm antivírus no celular”, destaca.

A pesquisa divulgada pelo Groupon trouxe ainda outras informações sobre os consumidores da internet. Segundo o estudo, no Brasil, o motivo para compras online citado com mais frequência foram os preços mais atrativos, para 76,6% dos entrevistados. Em segundo lugar, com 63,5%, ficaram a praticidade e a conveniência. Em terceiro (52,9%), a facilidade e, em quarto (44,7%), a possibilidade de encontrar todo tipo de produto. Variedade e segurança tiveram, respectivamente, 30,4% e 22% das menções.

O levantamento mostrou também que os usuários estão se sentindo mais seguros para fazer compras online. No Brasil, um total de 37,8% se sente muito mais seguro do que há cinco anos, enquanto 39,45% se sentem um pouco mais seguros. Um percentual de 10,3% fazem de 71% a 80% de suas compras pela rede mundial de computadores. Só 2,4% fazem de 91% à totalidade de suas compras online. Por fim, 28,6% compram online uma vez por ano e 28,7% compram mensalmente.

Fonte: Futurecom.

Talentos em TI na América Latina: a região está pronta para a demanda?

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O mercado de TI crescerá 5,7% este ano na AL, segundo a IDC. Mas é preciso usar de estratégia para contratar profissionais qualificados

É certo que a indústria de TI continuará crescendo. De acordo com recentes previsões da IDC, os gastos mundiais de TI e telecomunicações devem atingir cerca de 4 trilhões de dólares em 2015, dos quais a maior parcela se concentrará em novas tecnologias, como soluções de mobilidade, nuvem e Big Data.

Na América Latina, a empresa de análise prevê que os investimentos em TI crescerão 5,7% este ano. Para lidar com o crescimento atual e futuro, as empresas de TI devem contar com uma força de trabalho qualificada e com competências específicas para atender às novas demandas dos clientes e se adaptar às mudanças na dinâmica tecnológica.

No entanto, o maior desafio para as empresas de TI na América Latina e em todo o mundo é encontrar e reter capital humano. Como líder global em prestação de serviços de TI, a TCS tem testemunhado em primeira mão duas questões principais que empresas de tecnologia enfrentam em termos de aquisição e retenção de talentos na América Latina: a escassez de candidatos e a crescente migração de talentos qualificados para países mais desenvolvidos.

Demanda e concorrência por talentos 

Há muitas funções de TI e, ao mesmo tempo, baixíssima oferta de profissionais qualificados para satisfazer os requisitos do setor, particularmente na América Latina. Esse cenário faz aumentar a concorrência entre as empresas que precisam contratar pessoal com formação acadêmica e competências ideais.

A pesquisa de 2014 sobre Escassez de Talentos do Manpower Group coloca os profissionais de TI e engenheiros entre as 10 posições mais difíceis de serem preenchidas. Metade dos 10 países que mais enfrentam dificuldade para encontrar profissionais está na América Latina: Peru, Brasil, Panamá, Argentina e Colômbia.

Um fator importante por trás dessa escassez é o baixo número de diplomados latino-americanos com os requisitos necessários para ocupar cargos de TI. Profissionais com formação universitária na região variam dependendo do país, em uma escala que vai de 5% na Costa Rica até 14% na Argentina; a América Latina como um todo está com uma produção defasada de engenheiros.

Por exemplo, de acordo com a CANIETI (Câmara Nacional da Indústria Eletrônica, de Telecomunicações e Tecnologia da Informação), existem no México apenas 90 mil engenheiros especializados em TI e Comunicação, apesar de engenharia ser o talento mais procurado para contratação no país, respondendo por 30% de todos os postos de trabalho deste ano.

Na Argentina, apenas 40% dos postos de trabalho disponíveis em engenharia são preenchidos devido à escassez de profissionais – há aproximadamente um graduado em engenharia para cada 8 mil habitantes no país. Em comparação, os países desenvolvidos têm em torno de um engenheiro para cada 2,5 mil cidadãos.

Êxodo de profissionais

Uma tendência recorrente nos países em desenvolvimento, incluindo os da América Latina, é a de jovens que buscam melhores salários e oportunidades de crescimento profissional no exterior. Não há apenas um pequeno grupo de talentos qualificados, como também aqueles que preenchem os requisitos muitas vezes optam por migrar para outros países.

De acordo com o Banco Mundial, cerca de 90% dos imigrantes da América Latina e 70% de todos os profissionais com faculdade do Caribe seguem para países da OCDE em busca de melhores oportunidades de trabalho.

Qual é a resposta?

Há maneiras de superar esses desafios!  O porte e a experiência da TCS na América Latina nos permitiram identificar importantes estratégias que as empresas podem adotar para atrair e reter seu ativo mais relevante em TI – o capital humano.

Para fazer frente à escassez de competências na região, é fundamental investir em programas de desenvolvimento profissional dos atuais funcionários bem como de novos talentos. Tais iniciativas são essenciais na gestão de talentos e no planejamento sucessório. Quando se contratam recém-formados, é importante investir em treinamentos logo nos primeiros meses, antes de atribuí-los a projetos específicos.

Depois de ter contratado um talento, o foco de atenção passa a ser retê-lo. Por conta do excesso de vagas não preenchidas, é possível mudar de emprego com facilidade e frequência. Oferecer estabilidade, meios interessantes de desenvolvimento profissional e oportunidades de crescimento dentro da empresa é essencial para manter os colaboradores no longo prazo.

Para os atuais funcionários, a capacitação em novas competências auxilia na motivação e na retenção: depois de concluírem uma tarefa em um projeto, a empresa deve garantir de que estarão prontos para enfrentar o próximo desafio.

Os programas de capacitação devem incluir iniciativas para fomentar a experiência em diferentes domínios e tecnologias que, em última instância, ajudam os profissionais a desenvolver novas habilidades e conhecimento. O objetivo final é demonstrar que todos os funcionários terão um futuro dentro da empresa.

Associações acadêmicas

Parcerias com universidades e governos podem ser uma excelente ferramenta de retenção. Relações sólidas com esse tipo de instituições podem gerar oportunidades de recrutamento e fortalecem a lealdade dos funcionários.

Na TCS, consideramos que essa é uma estratégia eficaz e confiável. Por exemplo, por meio do Programa Acadêmico de Interface, a TCS se associou a universidades no Peru, Uruguai, Equador, México, Brasil e Colômbia, organizando concursos cujos vencedores podem fazer estágios na companhia, com perspectivas de emprego futuro.

A percepção em relação à empresa é muito importante para os candidatos a uma vaga de emprego, e a tecnologia desempenha um papel relevante nessa percepção. Os futuros funcionários se sentem atraídos por empresas que praticam o que pregam e que mostram que realmente entendem de tecnologia de vanguarda.

Muitas vezes, as empresas se dizem inovadoras, mas usam processos antigos de recursos humanos. As empresas devem explorar as plataformas digitais no recrutamento bem como em suas operações diárias. Os departamentos de recursos humanos devem desenvolver sistemas globais de contratação que atraiam os melhores profissionais para explorar, conhecer e se candidatar às vagas.

As plataformas devem ser facilmente acessíveis e permitir que os candidatos conheçam rapidamente o perfil da empresa, sua visão, missão e valores.

A diversidade atrai

Por último, mas não menos importante, vem a diversidade, que é uma parte importante da marca da empresa. Os funcionários querem trabalhar em empresas com uma força de trabalho diversificada. Além dos benefícios conhecidos como o fomento da inovação e da criatividade, a diversidade torna a empresa mais atraente para seus potenciais profissionais.

A criação de programas que promovam a integração e oportunidades para as minorias no local de trabalho enfatiza o posicionamento da empresa como líder em diversidade cultural.

Talentos continuam sendo prioridade para todas as empresas, incluindo a nossa. Nosso objetivo na Tata Consultancy Services é seguir expandindo nossa organização na região, com foco em novas contratações e na oferta de oportunidades de crescimento para os atuais funcionários. Para conseguir isso, temos que continuar lutando para ser uma empresa atraente para os talentos e ter programas inovadores de forma consistente com a evolução das demandas e tendências do setor.

* Henry Manzano é CEO para a América Latina da Tata Consultancy Services (TCS), empresa de consultoria de serviços de TI e soluções corporativas

Fonte: Futurecom.

Anatel vai fiscalizar se teles estão cumprindo exigência de tecnologia nacional – Convergência Digital – Governo

Mais de três anos depois de exigir a nacionalização de parte de equipamentos e serviços (como TI) de telecomunicações, a Anatel aprovou nesta quinta -feira, 30/7, um regulamento sobre como acompanhar que as operadoras cumpriram aqueles compromissos assumidos a partir de editais de radiofrequência.

A discussão final ficou centrada na definição prévia de uma lista de referência para os equipamentos. Para o conselheiro Igor de Freitas, os próprios fabricantes poderiam dar ajuda valiosa ao indicarem, na certificação, se seus produtos possuem Processo Produtivo Básico ou tecnologia desenvolvida no país.

Já o conselheiro Rodrigo Zerbone, entendeu ser melhor definir previamente uma base de dados que sirva como indicação e previsibilidade às empresas. Nesse sentido, defendeu que seja usado o capítulo 85 da Nomenclatura Comum do Mercosul – onde estão descritos máquinas, equipamentos e aparelhos elétricos.

Foi o que prevaleceu, apesar das ressalvas de Freitas. “A adoção dessa lista vai tirar a flexibilidade da agência porque enrijece a possibilidade de a Anatel direcionar investimento em tecnologia. É um erro”, insistiu. Para Marcelo Bechara, que também defendeu o uso da NCM, “nenhuma lista será perfeita”.

Em essência, o cumprimento das metas será feito a partir de relatórios anuais das operadoras que assumiram compromissos de nacionalização ao vencerem leilões onde eles estavam previstos. E caberá à Superintendência de Controle de Obrigações verificar a correção dos dados apresentados.

Por enquanto, são dois editais em vigor. O primeiro em 2012, no leilão da faixa de 2,5 GHz, determinou que 60% dos equipamentos e serviços devem ser nacionais: 50% via PPB e 10% com tecnologia nacional, ou seja, a Portaria 950 do MCTI. Esse último percentual vai a 15%, em 2015, e 20%, entre 2017 e 2022.

Na faixa de 700 MHz, a Anatel retomou as exigências. Até o fim de 2016, 65% das aquisições  das vencedoras devem seguir a regra prevista, sendo 50% deles via Processo Produtivo Básico (portanto, fabricados no país) e 15% com tecnologia nacional – percentual este que sobe para 20% entre 2017 e 2022.

Fonte: Luís Osvaldo Grossmann / Futurecom.

Anatel ignora pressão da OMC e aprova regra para preferência à tecnologia nacional

O conselho diretor da Anatel aprovou hoje, 30, o regulamento de compromisso de aquisição de equipamentos nacionais. Esta norma define as condições para as operadoras de celular que compraram frequências de 2,5 GHz e de 700 MHz provarem que precisam dar preferência nas compras a produtos com tecnologia nacional o fabricação local. Esta política está sendo questionada entre outros países pela Comunidade Europeia, Estados Unidos e Japão na OMC. A norma aponta que a agência irá manter a política de preferências para tecnologia nacional em novas vendas de frequências.

Fonte: FUTURECOM.

O questionamento contra a política industrial brasileira – que envolve os editais da Anatel e a política automotiva, entre outros, foi aberta em dezembro do ano passado. A OMC  deu o sinal verde para o início das investigações sobre as acusações da Europa de que a política de incentivo fiscal do Brasil viola as regras internacionais, principalmente no setor de  tecnologia e automotivo. “As medidas brasileiras são discriminatórias e tem como meta promover uma substituição de importação”, declarou a UE. A entidade é dirigida pelo brasileiro Roberto Azevêdo.

Conforme as cláusulas dos dois editais  das licitações passadas, as operadoras que compraram frequências terão que, no primeiro ano, gastar 65% dos recursos com equipamentos e serviços fabricados no Brasil, sendo que 15% devem ser com tecnologia brasileira. Nos anos seguintes, e por mais cinco anos, os investimentos devem crescer para 70%, sendo que 50% com produtos com PPB e 20% com tecnologia nacional. Segundo o conselheiro Rodrigo Zerbone, após este período, as obrigações de manutenção dos produtos com tecnologia nacional se mantêm por todo o período da outorga – de 15 anos – tendo em vista que as redes já foram construídas com os equipamentos nacionais.

Os debates travados hoje no conselho entre os conselheiros Igor de Freitas e Rodrigo Zerbone se deram sobre se o regulamento deveria se basear na regra 85 NCM, que lista os produtos de Telecom e TIC. Para Freitas, esta lista não deveria ser adotada, pois ela impediria a Anatel estabelecer prioridades de política industrial em editais futuros. Mas acabou prevalecendo o voto de Zerbone.

Com o regulamento publicado, haverá um prazo de transição para a aplicação das regras para as licitações já realizadas, em 2012, e no ano passado.

Fonte: FUTURECOM.

Aplicações analíticas e serviços de nuvem: chaves para o progresso da IoT

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Estratégia deverá apontar como hierarquizar e valorizar diferentes tipos de dados que sejam úteis para a organização

Milhões de dispositivos e chips embutidos em todos os tipos de objetos conectados à rede estão dando forma ao que se conhece como Internet das Coisas, tendência cada vez mais palpável e que, segundo o Gartner, estará presente este ano em quase cinco bilhões de ‘coisas’ já conectadas em todo o planeta.

Mais que o apelo de pensar nos objetos ou coisas interconectadas, o relevante é o fluxo de dados que será gerado e como eles podem ajudar não só a automatizar ou melhorar processos, como também a tomar decisões melhores e mais rápidas. A IoT chama atenção porque cada coisa, objeto ou máquina terá, muito em breve, um número IP. Porém, o principal neste mundo conectado não são os dispositivos, mas a informação, com tudo que isso significa.

Assim como no caso do Big Data, que incrementa o volume de dados empresarial de forma exponencial, a IoT significará, em curto prazo, aumentar ainda mais o desafio de gerenciar, armazenar e processar essa série de novos dados, que também será, ao mesmo tempo, uma oportunidade para exportá-los e convertê-los em informação que agregue valor ao negócio.

Por existirem mais dados, haverá mais variáveis para analisar contextos, otimizar processos e tomar decisões melhores e mais rápidas. Portanto, as aplicações analíticas terão um papel chave nos negócios, já que permitirão converter esses dados em informação. A estratégia deverá apontar como hierarquizar e valorizar diferentes tipos de dados que sejam úteis para a organização e contar com os serviços e aplicações que tornem isso possível.

Impacto na vida cotidiana e nos mercados verticais

Embora as tecnologias da IoT ainda pareçam pouco visíveis em termos de massa, existem setores onde elas já são aplicadas há anos e que continuarão se consolidando. Segundo o Gartner, os principais mercados verticais associados à IoT em 2015 são: o setor de manufatura, o de serviços públicos e o de transportes que, em nível mundial, já contam com 736 milhões de máquinas e equipamentos conectados. Isso mudará rapidamente, já que se prevê que os serviços públicos (Utilities) passarão para o primeiro lugar em 2020, seguidos pelos setores de manufatura e governo, com 1700 milhões de equipamentos conectados.

Isso aponta algumas das aplicações mais imediatas da IoT, onde se destacam os serviços públicos, que em breve começarão a usar medidores inteligentes que entregarão dados precisos e imediatos sobre o consumo dos usuários de gás, eletricidade ou água, mas o impacto será amplo. Existem setores de negócios ou tipos de empresas que serão os primeiros beneficiados com os dispositivos e chips conectados da IoT, mas temos que considerar que todas, mais cedo ou mais tarde, serão beneficiadas, não só em termos de automação de muitas tarefas, mas também em conhecer melhor seus clientes, integrar-se perfeitamente com a cadeia de valor, melhorar processos internos, reduzir custos e ainda criar novos produtos ou serviços.

A segurança é outra área onde o Big Data e a IoT também mudarão as estratégias das organizações, já que serão obrigadas a proteger estes dispositivos. Ao final de 2017, de acordo com a Gartner, mais de 20% das empresas terão serviços de segurança digital dedicados à proteção de dispositivos e serviços associados à IoT.

Na América Latina, a IDC estima que em 2015 haja 291 milhões de objetos conectados, número que representa 20% de crescimento em relação a 2014. Este ano será um ano de impulso para a IoT na América Latina, já que como prevê a IDC, cerca de metade das empresas considera alguma iniciativa relacionada a esta tendência. Segundo a consultora, para o ano de 2020 deverão existir cerca de 600 milhões de coisas conectadas.

O valor dos dados e a nuvem

Tradicionalmente, as aplicações analíticas têm se baseado nas fontes de dados estruturados, mas que a partir do Big Data e da IoT, muitos dados não estruturados se tornarão relevantes para a realização de análises. Os dados não estruturados são os que partem de redes sociais, imagens e blogs, entre outros, e em sua maioria veem de fora da organização. No entanto, alguns desses dados podem ser registrados internamente, como as notas, e-mails e/ou gravações de call center, por exemplo. Esses dados podem ser cruciais para captar melhor as tendências dos mercados ou fazer análises preditivas.

A integração dos dados não estruturados com os estruturados supõe um filtro prévio, porque nem todos os dados deste tipo serão importantes. É preciso considerar que entre os dados gerenciados por empresas, 80% será externo. Por isso, uma vez filtrados, esses dados se integrarão manualmente, por assim dizer, em alguns casos, ou mediante potentes plataformas de inteligência de negócios, em outros, com os dados estruturados.

 

O que está claro é que irá mudar a forma de obtenção de dados e a geração de informação, sendo fundamental para que o processo de adaptação das empresas comece o quanto antes. É fundamental entender que as maiores vantagens competitivas serão encontradas pelas organizações capazes de perceber as tendências e necessidades ocultas na informação não estruturada que inundará as organizações. A IDC estima que dos dados externos, em 2020, as empresas considerarão cerca de um terço para fazer análises de negócios.

É possível, desde hoje, que muitas ferramentas analíticas orientadas ao Big Data também possam ser a base para gerar soluções relacionadas à análise de dados da IoT. Uma das principais funções está nos serviços com base na nuvem, que permitirão que as empresas suportem a gestão e o processamento de dados em altos volumes com maior flexibilidade e com menos custos do que fazer isso apenas com a infraestrutura própria. Na verdade, a IDC estima que as aplicações de Big Data e analíticas com base na nuvem crescerão três vezes mais rápido do que as soluções on-premise, entre 2015 e 2020.

*David Iaccobucci é gerente comercial da Level 3 Communications no Chile.

Fonte: FUTURECOM.

Empresas brasileiras vão investir US$ 79 milhões em IoT, em média, em 2015

Companhias da América Latina atribuem um crescimento médio de 18,3% nas receitas devido ao uso da internet das coisas.

As empresas brasileiras, em qualquer segmento, vão investir US$ 79 milhões em internet das coisas (IoT) em 2015, em média. A estimativa é da Tata Consultancy Services (TCS), empresa indiana de pesquisa de mercado. O número fica abaixo do visto na Europa, mas acima da média latino-americana, que prevê investimentos de  US$ 54,7 milhões.

As empresas europeias planejam investir US$ 93,9 milhões em média, com as empresas francesas liderando o grupo (US$ 138 milhões em média) à frente da Alemanha (US$ 86,2 milhões) e do Reino Unido (US$ 80,9 milhões). Companhias norte-americanas vão investir 0,45% da receita este ano em iniciativas de IoT, enquanto as europeias farão investimentos de 4%.

Empresas da Ásia-Pacífico investirão 0,34% da receita em IoT. As empresas latino-americanas pesquisadas relataram investimentos de US$ 54,7 milhões em Internet das Coisas, o que representa 0,23% do total de suas receitas que são investidos nesta tecnologia.

No México, as empresas estão começando a aplicar um total de US$ 1,8 milhão. Em 2018, espera-se que os orçamentos sejam maiores, com empresas da América Latina gastando 22% a mais em IoT. Em termos globais, o México foi um dos países onde a maioria das empresas relataram um aumento de 21% nas receitas de 2013-2014, fruto da implementação de iniciativas de IoT.

As empresas brasileiras, em comparação com os outros países pesquisados, foram as que mais reportaram aumento na receita, em torno de 11% a 20%. Entre 2015 e 2018, as companhias latino-americanas esperam que as suas receitas tenham um aumento de 17,8% por conta das iniciativas da Internet das Coisas.

As  da América Latina aumentaram em 18% suas receitas para adoção de IoT, sendo o maior percentual de todas as regiões pesquisadas. Entre 2015 e 2018, as companhias latino-americanas esperam que as suas receitas tenham um aumento de 17,8% devido a iniciativas em Internet das Coisas. Aumento médio da receita como resultado das iniciativas de IoT foi de 15,6 %; empresas que lideram a adoção da IoT tiveram um crescimento de 64% na receita. Empresas começam a fazer grandes investimentos em IoT – 7% das empresas planejam investir mais de US$ 500 milhões apenas em 2015.

A Tata Consultancy Services entrevistou 795 executivos de grandes multinacionais. Em todos os segmentos, as empresas que estão investindo em IoT reportam um crescimento expressivo da receita como resultado dessas iniciativas, com um aumento médio de 15,6% em 2014. Já em 9% das organizações houve elevação de pelo menos 30% na receita.

O uso mais frequente das tecnologias de IoT  é o monitoramento de clientes através de aplicativos móveis – 47% das empresas adotam essa prática. Mais da metade (50,8%) admite investir nessas tecnologias para rastrear seus produtos e saber como eles estão se comportando, enquanto isso acontece apenas com 16,1%dos entrevistados com os níveis mais baixos de retorno sobre investimentos em IoT.

Os executivos ainda encaram a IoT como uma área de crescimento para os negócios. Entre as entrevistadas, 12% dos líderes de negócios planejam investir US$ 100 milhões em 2015 e 3% buscam fazer um investimento mínimo de US$ 1 bilhão. O relatório também mostrou que as empresas esperam que seus orçamentos para IoT continuem crescendo ano a ano, com valores que devem aumentar 20% até 2018, somando US$ 103 milhões.

O aumento da receita está sendo registrado em várias partes do mundo, com todas as regiões reportando crescimento de dois dígitos em 2014. As empresas norte-americanas tiveram os maiores ganhos, 18,8% em relação ao ano anterior. A Europa como um todo apresentou um crescimento de 12,9%, enquanto a região Ásia-Pacífico viu um aumento de 14,1%. Já a América Latina comemorou um impressionante crescimento de 18,3%. (Com assessoria de imprensa)

Fonte: FUTURECOM

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Meios de comunicação e o avanço da Internet – Telecom

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A busca por informações sempre foi uma característica do ser humano. O sistema mais antigo de comunicação de massa é o rádio: ele consegue, por meio de frequências ou amplitudes moduladas (FM ou AM),  transmitir informação a milhares de pessoas. O seu sucessor mais famoso é a televisão, transmitindo som e imagem pelo VHF (Very High Frequency – Frequência Muito Alta) e UHF (Ultra High Frequency – Frequência Ultra Alta).

Mas como as pessoas buscam sempre mais formas de socialização, troca de informações e conhecimentos, apenas esses meios não foram suficientes. Assim, o maior avanço da humanidade, até hoje, relacionado à comunicação foi a Internet. Ela começou tímida na década de 1960 nas universidades americanas e atualmente é a maneira mais rápida e prática de comunicação, mas será que ela é rápida mesmo?

No Brasil, o início da Internet deu-se com a utilização dos modems ligados às linhas telefônicas, por ser uma infraestrutura básica e já existente. Esse sistema foi conhecido como banda estreita ou dial up (linha discada), pois sua velocidade era bem reduzida e atingia até 56 Kbps apenas. Outro inconveniente acontecia quando a Internet era conectada: utilizava a linha do telefone, impossibilitando o uso dele. Para tentar solucionar o problema de velocidade e da linha ocupada, as operadoras começaram a utilizar o ADSL (Assymetrical Digital Subscriber Line – Linha Digital Assimétrica para Assinante), que permitia o uso simultâneo da Internet e do telefone. Quando se utiliza a infraestrutura telefônica (cabos, postes, caixas de passagem e centrais telefônicas), limitações de distância acontecem e a velocidade da Internet pode sofrer variações;  assim,  quanto maior a distância entre a casa do assinante e da central telefônica, menor a velocidade oferecida.

Com os atuais avanços da tecnologia, existem as redes de fibra óptica, que estão em fase de implantação em restritas regiões do Brasil. Essa tecnologia resolve o problema de distância e velocidade, porque utiliza um filamento de vidro transparente com alto grau de pureza. Ao redor do filamento, há substâncias com menor índice de refração, que fazem com que os raios sejam refletidos internamente e minimizem as perdas de transmissão. Essa tecnologia permite o carregamento de milhares de informações digitais sem perdas significativas, apresentando capacidade de transmitir altíssimas taxas de dados na ordem de Gbps (bilhões de bits por segundo).

Essas características da fibra óptica, somadas ao fato de que seus sistemas de comunicação utilizam lasers ou dispositivos emissores de luz (LEDS), fazem com que os dados transmitidos sejam imunes a interferências eletromagnéticas e a ruídos, por não irradiarem luz para fora do cabo. Como para essa tecnologia são necessários equipamentos para conversão de mídia, as companhias telefônicas estão começando a oferecer essa opção aos clientes e implantando o sistema necessário.

Uma prova da qualidade que a fibra óptica oferece na comunicação está aqui:  Google anunciou no final de 2014 que vai construir um cabo submarino de fibra óptica para interligar os Estados Unidos com o Brasil. De acordo com a empresa, a rede terá mais de 10 mil quilômetros de extensão.

Mas por que o Google vai fazer isso? Para melhorar a infraestrutura de telecomunicações do Brasil, que atualmente deixa a desejar. E, claro, por questões estratégicas, já que o Google registrou existirem quase 300 milhões de usuários on-line na América Latina.

O relatório da Anatel mostra que a tecnologia óptica já está em crescimento no Brasil, pois em 2014 os acessos por FFTx, tecnologia permite levar a fibra até a casa do assinante, apresentou aumento de 34,3%. Mas o Cable Modem ainda tem o maior crescimento. Comparando-se 2013 e 2014, cresceu 12,7%, contando com 52% do total de acessos no Brasil, conforme mostra a imagem abaixo.

Crescimento-tecnologiaO Brasil apresenta grande potencial no que se refere ao crescimento da banda larga, mas a qualidade deixa a desejar. De acordo com um relatório da empresa de internet Akamai, o País está na 89.ª posição no ranking global de velocidade média de internet fixa.  A Coreia do Sul apresenta a melhor média com 23,6 Mbps; em segundo lugar está a Irlanda (17,4 Mbps), seguida por Hong Kong (16,7 Mbps), Suécia (15,8 Mbps) e Holanda (15,3 Mbps).

Outra questão relacionada à comunicação, e que não é novidade para ninguém, é que os smartphones e tablets são cada vez mais utilizados pelas pessoas para acessar a Internet. Essa informação é comprovada por recente pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), concluindo que 57,3% das residências acessaram a Internet por meio de celulares e tablets em 2013.

Assim, está mais do que na hora de as operadoras oferecerem uma internet adequada e que atenda a necessidade dos seus consumidores. Por isso, melhorar a velocidade das redes 4G e sua abrangência para, assim,fornecer uma verdadeira banda larga móvel, deve ser a preocupação primordial das operadoras.

*João Carlos Lopes Fernandes é Professor do Instituto Mauá de Tecnologia e doutor em Ciências da Computação.

Fonte: Por João Carlos Lopes Fernandes /corporate.canaltech.com.br